Não há uma única linguagem de programação

[Novo endereço: leandrosilva.com.br.]

É gosado ver como de uns anos pra cá se proliferou a idéia de que há uma linguagem de programação que pode resolver todos os problemas computacionais. Essa idéia ganhou a maioria de seus adeptos entre os programadores Java, já que Java carrega consigo o conceito de “escreva uma vez, execute em qualquer lugar”. Doce ilusão. Não a de que programas escritos em Java podem ser executados em qualquer lugar, porque a Máquina Virtual Java já é uma realidade bem pouco virtual há anos. Mas a idéia pretenciosa de que todos os problemas computacionais da face da terra poderiam [e deveriam] ser resolvidos com Java. Poder ser executado em qualquer lugar não significa necessariamente ser a melhor opção em termos de resolução de um problema computacional, quando este tem uma plataforma computacional invariável.

Bem, antes que alguém pense o contrario, vou dizer clara e francamente, no bom e velho português de Luis Vaz de Camões: Eu adoro Java! É sério. Eu comecei aprender Java na versão 1.1.8, em meados de 1997, e ganho dinheiro com ela a mais de 7 anos. Fiz faculdade, comprei um apartamento, me casei, comprei um carro, viajei pra vários lugares, comprei uma centena de coisas, inclusive o laptop no qual estou escrevendo este post, programando com Java. Mas não me atrevo a pensar que Java é a linguagem de programação ideal para resolver todo e qualquer problema computacional. Não mesmo!

Voltemos um pouco no tempo. Década de 90, Sun Microsystems, Green Project, o princípio da linguagem Java.

A linguagem Java não foi projetada para resolver os problemas computacionais os quais são resolvidos com ela hoje. Ela foi projetada com um objetivo, mas ao longo dos anos foi se adaptando a outros bem diferentes. Por que então deveríamos pensar que ela é a única e melhor opção?

Isso parece lógico, não? Pois é… É o que é…

Cada problema computacional é diferente do outro, ainda que semelhantes. Assim, cada um deles deve ser analisado por diversos pontos de vista da engenharia de software:

– Ambiente de execução;
– Produtividade de implementação, teste e distribuição;
– Escopo topológico;
– Experiência de usuário;
– Custo e oferta de profissionais;
Apenas para citar alguns.

Fato é que, sempre há uma linguagem de programação mais aderente à resolução de um determinado problema computacional, e em um ambiente profissional, programadores, arquitetos e engenheiros de software não podem levar a cabo suas preferências pessoais. O sucesso do dado projeto vale mais.

É claro que sempre será mais divertido programar com a linguagem que se tem maior preferência, ou mesmo paixão. Mas linguagens de programação são o meio e não o fim.

4 Respostas para “Não há uma única linguagem de programação

  1. Pingback: A Plataforma Java não é sobre a Linguagem Java « CØdeZØne!

  2. Concordo plenamente com você, trabalho na área de desenvolvimento e encontro pessoas que são “vidradas” em determinada tecnologia e as defendem como se fosse “religião”, “desfazem” de outras e juram que pode fazer de “tudo” com elas!

    você está de parabens com seu blog!

    Um abraço.

    Ubiratan.

  3. Que bom que você gostou Ubiratan. Sinal que você sacou qual é o espírito da coisa… =)

    Valeu!

  4. Pingback: JRuby ou Groovy? « CØdeZØne! mudou-se para leandrosilva.com.br

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s